sábado, 10 de outubro de 2015

A Beauty Queen Disparata #3 - Praxes

Olá a todos!
Segue mais um post com uma opinião muito definida acerca de um assunto completamente aleatório? Segue pois. (Isto sou a passar por cima do facto de não fazer posts nem vídeo há uma mês.)
Hoje o tema é praxes. Claro que estamos carecas de ouvir falar nisto, não estamos? Estamos. Mas será que imprensa está careca de falar nisto? Não está. E eu estou careca de ouvir as coisas absurdas que se dizem na imprensa? Estou. Então pronto pessoal, segue o post de hoje, inteiramente sobre praxes!

(obs: é provável que me passe dos carretos e use linguagem menos apropriada, peço desculpa.)

O que despoletou a minha raiva e por consequência este post foi uma notícia do sol, partilhada por um colega meu (que é meu colega caloiro, por coincidência (props Robaldo se leres isto)) e procede este parágrafo. (cliquem na imagem para lerem)


Para começar, temos aqui a Ana que por acaso anda na minha faculdade (não faço ideia de quem seja, já agora). Para o caso de eu ser assim tão famosa deixo aqui um olá e um adeus à Ana, porque se ela estiver a ler não vai gostar muito do que vem a seguir e portanto convém abandonar já.
Ninguém melhor do que eu para falar da praxe da FLUL, visto que sou caloira dessa instituição. Ora portanto, a minha "colega" diz:

«Depois de vários dias de cânticos, batalhas e “brincadeiras inofensivas”, a estudante de Letras foi levada juntamente com outros caloiros para um café ao pé da universidade. Aí, foi conduzida a uma sala escura, apenas iluminada por velas.“Eu ia a tremer, porque percebi que o que se passava era grave”. Lá dentro, os veteranos obrigavam raparigas e rapazes a simular atos de sexo oral, usando um pénis de louça onde colocavam iogurte. (.. ) Ana recusou cumprir o ritual. “Disse-lhes que não queria, que era ofensivo”. O dux e os restantes membros do conselho de praxes avisaram-na logo: se não aderisse, não seria aceite no curso, não poderia usar o traje académico, nem seria convidada para os jantares. A estudante de 19 anos acabou por ceder, com medo de passar três anos a ser posta de lado.»

Aqui a colega sentiu-se muito ofendida com o que viu e portanto não quis fazer. Até aqui tudo bem. A praxe não é nem nunca foi obrigatória. Vai quem quer, está quem quer, faz quem quer. E a Ana decide fazer, com medo de ser posta de parte e sentiu-se muito mal e isto é um escândalo e vem parar à imprensa. Isto é exatamente a mesma coisa que uma pessoa que é alérgica a marisco dizer "não como", vem alguém e diz "ah mas é muito bom" e a pessoa come e fica com a garganta inflamada que nem respirar consegue e depois a culpa é da praxe.

Há mais uma rapariga que veio também mandar bitaites, que a praxe é ofensiva, que as músicas têm asneiras, que há atividades sexuais, etc etc. Toda a gente sabe que a praxe é assim! Se vocês não gostam, vão à praxe para quê? Se não querem ser praxados, não querem praxar, se a praxe não vos diz nada, PARA QUE É QUE VÃO? Acho que é conhecimento geral que a praxe é preparação para o traje e o trajados praxam. Vocês querem o traje para quê, se não gostam de praxe? Para daqui a 3 anos terem fotos muito bonitas para pôr no facebook para a tia Maria dos Remédios que mora em Tabuaço ir comentar "linda!!!!! BJS!!!!!"?

Agora, querem tornar crime uma coisa que muitas pessoas adoram só porque alguns não gostam? Já agora, proíbam também kizomba, que eu não gosto e incomoda-me.

3 comentários:

  1. quando li a noticia inteira, pensei: "a sério? só por isso?". nao me pareceu ofensivo, nem nada parecido.
    Tenho quase 19 anos, entrei este ano num polo de Viseu (Lamego), vou à praxe e só vou quando quero, quando me apetece e faço aquilo que quero e aquilo que me apetece. Os superiores não levam a mal se rejeitarmos uma praxe. Aliás até perguntam se alguém tem problemas de saúde.
    Penso que a SOL não se tenha lembrado de casos como o Meco ou como o Algarve.
    Não concordo que digam que a culpa é da praxe, quando esta serve para amadurecer-mos até chegar a um ponto e dizer "não".
    Esta é apenas a minha opnião.

    ResponderEliminar
  2. O mais irónico é que ela disse "Eu ia a tremer, porque percebi que o que se passava era grave." ... Se ela já tinha a noção que "era grave", porque razão continuou a ir?! Estas pessoas não pensam! Envolvem-se nas coisas sem se informarem e depois só sabem criticar.

    ResponderEliminar
  3. Um tema bastante complexo... concordo contigo, ninguém é obrigada a fazer o que esses serem mandam fazer, até porque também andei na FLUL, fui praxada e ñ foi pouco, só que nunca aceitei abusos - quando me apercebia que as coisas passavam do meu alcance ou que eram abusivas, mandava logo vir com quem seja (sempre com respeito/ seria). Também fiz inúmeras vezes a pergunta do porquê de tantas praxes e o que me disseram (e olha que não foi nenhum dux ou alguém com estatuto nesse mundinho, foram mesmo outros caloiros ou doutores): "ah porque não poderás usar o traje", "ah porque não poderia usar o traje quando eles estivessem a usar ou na semana académica", "ah porque serás ignorada ou não farás amigos na faculdade", etc etc... coisas que nunca fez sentido, porque 1º a faculdade é para se estudar ou formar-se e não para se fazer amigos (o que não quer dizer que não tenha acontecido); mas fora isso fiz as praxes, gostei, mas só digo que só caí nas leis desses seres quem quer e quem tem a mente ou a auto-estima baixa.

    *XoXo
    Helena Primeira
    Helena Primeira Youtube
    Primeira Panos

    ResponderEliminar